Dia 1: Maria nos Convida à Santidade (Consagração à Nossa Senhora)



“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e são muitos os que por ela entram. Quão estreita é a porta, quão apertado é o caminho que leva à vida, e são poucos os que a encontram” (Mt 7,13s).

Jesus nos chama para sermos santos, mas nos alerta que o caminho para chegar à santidade não é tão fácil quanto o caminho que nos leva à perdição. Para chegarmos à santidade é preciso passarmos por muitos momentos de mortificação, ou seja, de desapego das coisas mundanas, das coisas passageiras, e deixamos de lado o que realmente importa, o que nos conduz para a felicidade eterna.

As nossas paixões nos atrapalham de amarmos a Deus de todo o coração, com todo o nosso ser e o mundo, que podemos dizer que são “falsos profetas” (cf Mt 7,15), tem muitos artifícios para nos seduzir. Mas, quais são os frutos dessas seduções do mundo? O que ele nos traz de bom? Somente Jesus, a “rocha” (cf. Mt 7,24), pode nos oferecer o que realmente nos leva para a felicidade e não nos produz vícios.

“Custoso é deixar nossos costumes; mais custoso ainda, porém contrariar a própria vontade. Mas, se não vences obstáculos pequenos e leves, como triunfarás dos maiores?” (IdC Liv1, Cap 11, n 6).

Como é custoso, difícil, trabalhoso deixarmos nossos vícios, não nos esforçamos devidamente, ou nos esforçamos hipocritamente. Se nos esforçássemos, Deus viria em nosso auxílio e, assim, com sua graça, seríamos impulsionados cada vez mais a passar pela porta estreita.

“Uma árvore sadia dá frutos bons, uma árvore prejudicada dá frutos ruins” (Mt 7,17). O fruto do ventre de Maria é Jesus. Os ensinamentos dos santos tiveram como frutos mais outros tantos santos. Quais são os frutos do mundo? O que as invenções mundanas nos deram?

Tanto Maria quanto os santos fincaram suas casas na rocha, ou seja, escutaram os ensinamentos de Jesus e colocaram em prática e por isso se tornaram árvores de frutos bons bastante frutuosas.

É vontade de Deus que sejamos santos: “Esta é a vontade de Deus, vossa santificação” (1 Ts 4,3). Para isso devemos dirigir todos os nossos pensamentos, palavras e ações. Tendo firme propósito e praticando as mortificações, Deus vem em nosso auxílio com sua graça para que nos transformemos, nos convertamos.

“Que admirável obra, o pó transmudado em luz, a imundice em pureza, o pecado em santidade, a criatura em Criador e o homem em Deus! Obra admirável, repito; mas difícil em si mesma e impossível à natureza abandonada às suas próprias forças” (Montfort, Segredos de Maria).

Deus poderia nos comunicar diretamente, mas não foi assim que ele quis. Melhor, não á assim que ele quer. Ele fez uso de Maria para nos salvar, deixando-a repleta de graça. Distribuiu graça a ela de forma tão abundante que a fez tesoureira de todas as graças do mundo em todos os tempos. “Como diz Santo Tomás, é necessário, para subirmos e unirmo-nos a Ele, usar do mesmo meio que Ele se serviu para descer até nós, para se fazer homem e comunicar-nos suas graças” (Montfort, Segredos de Maria).

Sendo o único propósito de Maria glorificar a Deus fazendo sua vontade, ela nos convida à santidade e chora por nossa santificação. Ela, como nossa Mãe, nos quer do seu lado e para isso faz de tudo para nos reconciliar com seu Filho. Nos entregando inteiramente a ela, confiando nela plenamente, obedecendo suas ordens com amor, ela nos levará para junto dela e, consequentemente, para junto de Deus.

É exatamente essa entrega total, essa confiança total, essa obediência total que consiste a Consagração Total à Santíssima Virgem Maria.





Comentários