Dia 5: As Máximas de Jesus Cristo (Consagração a Nossa Senhora)




“Buscai antes de tudo o reinado de Deus e sua justiça, e o resto vos darão por acréscimo” (Mt 6,33).

Jesus nos exorta a não nos prendermos às coisas do mundo, mas antes procuremos as coisas do céu. “Onde está tua riqueza, aí estará teu coração” (Mt 6,21), procuremos, então ajuntar as riquezas do céu e não as do mundo, pois os bens mundanos são passageiros, perecíveis, já os do céu são para eternidade.

Do que adianta acumularmos bens terrenos, que só servem para este mundo que é passageiro, nos submetendo às seduções mundanas e tendo como consequência a preocupação de mantê-los? “Quem de vós pode, à força de se preocupar, prolongar um pouco a vida?” (Mt 6,27), pergunta Nosso Senhor, deixando-nos o alerta para não nos preocuparmos com o amanhã, pois “a cada dia basta o seu problema” (Mt 6,34).

Nos abandonando nos braços de Deus, ou seja, nos desapegarmos de tudo para segui-lo e confiar Nele cegamente, pouco se importando com as máximas do mundo, Ele nos proverá de tudo que precisarmos, pois ele sabe de tudo que precisamos para sermos felizes, para ficarmos saciados.

Para melhor exercitar esse desapego dos bens do mundo, “trata de fazer antes a vontade alheia que a tua. Prefere sempre ter menos do que mais. Busca sempre o último lugar e sujeita-te a todos. Deseja sempre e roga que se cumpra plenamente em ti a vontade de Deus. O homem que assim procede penetra na região da paz e do descaso” (Imitação de Cristo, Livro 3, Cap. XXIII). Desta forma estarás mortificando vícios como a vaidade, a avareza e o egoísmo que tanto nos afasta de Deus e nos causa tantas preocupações com o “amanhã”. Desta forma estaremos praticando a virtude da humildade, tão necessária para alcançarmos a santificação.

São Luís Montfort fala que “urge mortificar o corpo, não somente com sofrer pacientemente as moléstias corpóreas, provações das intempéries, males que advêm das ouras criaturas. Mas ainda, buscando algumas penas e mortificações, tais como jejuns, vigílias e outras austeridades dos santos penitentes. [...] E para que esta mortificação exterior e voluntária seja salutar, é mister juntá-la à mortificação de juízo e da vontade, pela santa obediência. Porque, sem esta obediência, toda mortificação é nodoada da vontade própria, e muitas vezes mais agradável ao demônio do que a Deus”. A santa obediência que São Luís fala é ouvir e seguir os conselhos de um diretor espiritual.

Não devemos procurar os bens deste mundo, senão na medida em que eles são necessários ou úteis para nossa salvação. Os bens terrenos devem nos aproximar de Deus. Quando nos consagramos a Santíssima Virgem, estamos entregando a ela todos os nossos bens materiais e espirituais, nada mais é nosso, tudo está sob as ordens de Nossa Senhora, qualquer coisa que queiramos usar temos que pedir autorização à nossa Soberana Rainha. Desta forma, ela certamente nos conduzirá ao céu, só permitirá que usemos esses bens (materiais e espirituais) para a nossa salvação e salvação do próximo.

Contra as Máximas do Mundo (meditação anterior), temo as Máximas de Jesus Cristo que nos faz sentir horror ao espírito diabólico do século e nos faz repelir do inimigo. O espírito de Jesus é de pobreza, doçura, fome, sede de santidade. Ele se reflete maravilhosamente em Maria, o formoso “espelho de Justiça” (cf. D. Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora).



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