Dia 7: Vida Mundana e Vida Marial (Consagração a Nossa Senhora)



“O reino de Deus é como um homem que semeou semente boa em seu campo. Enquanto as pessoas dormiam, seu inimigo foi e semeou joio no meio do trigo e foi embora” (Mt 13,24-25).

Quantas vezes deturpam a Palavra de Deus semeando a dúvida junto a certeza, o relativismo junto a verdade? Quantas vezes a gente leva a palavra e vem o inimigo manchando tudo de bom que distribuímos? Mais... Quantas vezes a gente começa a ter dúvidas em relação ao que está escrito nos Evangelhos porque alguém encheu o nosso coração de coisas que não temos, ainda, resposta?

O mundo faz de tudo para nos afastar de Deus! Na parábola do semeador, bastou as pessoas dormirem, vacilarem um pouco, que o inimigo apareceu e plantou a má semente. Em Imitação de Cristo, o autor nos aconselha a evitar tudo que é vão, vazio, do mundo. Conversas fúteis para nos sentirmos uteis e queridos, lamentações para nos sentirmos consolados... São muitas as tentações do mundo para desviar nosso pensamento do foco: Deus! Cabe, para nos preservarmos, vigiar o tempo inteiro e rezarmos. Dessa forma estaremos crescendo e amadurecendo espiritualmente para o momento da colheita.

Nesse crescimento, fatalmente, como vivemos no mundo - embora não sejamos do mundo, somos apenas peregrinos na terra -, vamos ter de conviver e envelhecer junto com o joio, contanto com a graça de Nosso Senhor, para nos preservarmos reto, e sua infinita misericórdia para não sermos ceifados e jogados ao fogo (cf. Mt 13,30).

Vivendo a santa escravidão de amor para a Santíssima Virgem, estamos nos prevenindo do inimigo. As devoções, meditações e orações nos mantém vigilantes e atentos aos conselhos de nossa Mãe, além de sermos socorridos por Nossa Soberana Rainha quando cochilarmos, vacilarmos. Quando nos propomos ser escravos de Nossa Senhora, estamos abrindo mão das coisas do mundo que são fugazes, degradam e atormentam.

“São transitórios os bens do mundo. Por imenso que pareçam, no seu falso brilho que tenta deslumbrar nossos olhos, eles não alcançam mais do que nossa vida curta. [...] Tanto prazer transformado em lágrimas, tanta honra em vitupério, tanta riqueza em miséria sórdida...” (D. Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora).

Obedecendo a Maria, estamos nos inspirando na Sabedoria celeste, estamos nos deixando conduzir para praticarmos as virtudes que podem nos levar para o céu. Estamos, enfim, aspirando as coisas eternas, desprezando tudo o que for passageiro e que não nos servem para nos direcionarmos para Deus.




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