Dia 8: Morte do Escravo do Mundo e do Escravo de Amor a Maria (Consagração a Nossa Senhora)



“Assim, pois, vigiai, porque não sabeis o dia em que chegará vosso Senhor. [...] Portanto, estai preparados, porque o filho do Homem chegará quando menos pensardes” (Mt 24, 42;44).

A hora da morte é incerta. Jamais saberemos quando ela poderá acontecer. Ela pode vir de uma hora para outra, sem aviso prévio, sem sinais. “Nos dias antes do dilúvio, as pessoas comiam, bebiam, casavam...” (Mt 24,38). Por isso Nosso Senhor nos pede para sermos vigilantes, para estarmos sempre preparados, ou seja, em estado de graça e fazendo o bem.

Aqueles que se encontrarem desta forma, Ele assegura que entregarás todos os seus bens. Em outras palavras, aqueles que estiverem em estado de amizade com Deus na hora da morte poderá gozar da felicidade eterna, poderá participar da Vida em Deus (cf. Mt 24,47). Ao contrário, aqueles que estiverem em estado de desgraça, de pecado, de inimizade, o Senhor “o despedaçará, dando-lhe o destino dos hipócritas” (Mt 24,51), o inferno, a morte eterna, o estado de eterna angústia e sofrimento, o local onde “haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24,51).

O Escravo de Amor a Nossa Senhora se entrega totalmente a seu serviço, cumpre totalmente suas “ordens” sem questionar, sem relutar. Mas, quais são as ordens que Nossa Soberana nos dá? “Faça tudo que ele disser”! Ou seja, cumpra seus votos do batismo, siga os Mandamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todas as “ordens” de Maria nos conduzem a cumprirmos essas promessas.

Quando nos colocamos, por amor, como escravos da Santíssima Virgem, perdemos todos os nossos “direitos de propriedade”, todos os nossos “direitos aos nossos bens espirituais”. Entregamos tudo nosso, inclusive o nosso ser, aos cuidados de Maria Santíssima e isso nos ajuda bastante a praticar o total desapego do mundo, ato que constantemente é explanado nesses 12 dias preliminares para a consagração à Nossa Senhora.

Com esse total despojamento do mundo, Nossa Senhora nos vigia e vem ao nosso encontro no momento derradeiro de nossa vida para nos consolar e nos dar confiança, “pois o que dará grande confiança de morte abençoada é o perfeito desprezo do mundo, o desejo ardente do progresso na virtude, o amor à disciplina, o rigor na penitência, a prontidão na obediência, a renúncia de si mesmo e a paciência em sofrer, por amor de Cristo, qualquer adversidade” (Imitação de Cristo, Liv 1, Cap 23, n 4), em suma, tudo que nos propomos a fazer quando tomamos a firme decisão de seguir a Cristo pelos passos de Maria, dando-nos como Escravos de Amor à Santíssima Virgem para melhor servimos a Jesus.

“Considera-te como hóspede e peregrino neste mundo, como se nada tivesse com os negócios da terra” (Imitação de Cristo, Liv 1, Cap 23, n 9) e tem pressa em ajuntar riquezas eternas, riquezas do céu, “pois não sabes quando morrerás nem o que te sucederá depois da morte” (Imitação de Cristo, Liv 1, Cap 23, n 8). A única certeza que temos neste mundo é que um dia vamos morrer, pois “assim como ninguém escapa à lei do pecado original, assim igualmente ninguém foge à lei universal da morte. O mesmo Jesus e sua Mãe Imaculada, que não foram atingidos pelo pecado original - um pela natureza mesma da união hipostática, na Pessoa Divina impecável, e a outra em virtude de singular privilégio -, passaram, todavia, pelos umbrais da morte” (D. Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora).



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