Dia 24: Maria Árvore da Vida (Consagração a Nossa Senhora)



“Plantada num coração de todo fiel esta Árvore Divina, ela quer estar sempre sem nenhuma criatura que pudesse impedi-la de elevar-se a seu princípio, Deus” (D. Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora).

Nos desapegarmos do mundo é preparar o terreno, o nosso coração, para receber esta belíssima árvore e deixar que ela produza os maravilhosos frutos que propõe gerar. “Uma árvore sadia dá frutos bons. Uma árvore sadia não pode dar frutos ruins” (Mt 7, 17-18). Ora, o fruto gerado por Maria é Jesus. “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”, rezamos constantemente quando proferimos a “Ave-Maria”.

Ainda no livro dedicado para Consagração a Nossa Senhora, D. Antônio expõe: “Cumpre ainda, que a alma onde está plantada esta árvore, esteja incessantemente a olhá-la e contemplá-la como um bom jardineiro”, ou seja, cumpre a nós sermos vigilantes para não deixarmos esta belíssima árvore morrer. D. Antônio continua: “Porque, sendo viva esta árvore e destinada a produzir um Fruto da vida, quer ser cultivada e aumentada por um contínuo olhar e contemplação da alma. A alma perfeita conseguirá pensar Nela de contínuo e dela fazer sua principal ocupação”.

Pode parecer um trabalho árduo, duro, muito pesado e além da nossa capacidade. E na verdade é! O pecado fez isso conosco. Por isso, Deus em sua imensa misericórdia nos dá diversos meios para nos apegarmos e chegarmos até Ele. Sacramentos, exemplo dos santos, devoções, oração, a Palavra e, o ápice, o tudo, onde toda salvação está contida... Jesus Cristo, seu Filho. Deus, para nos salvar, nos deu o seu Filho Único! Usando dos meios que Deus nos dá para nos santificarmos, o jugo fica leve, Maria nos leva a Jesus e Jesus alivia a nossa cruz.

Como Jesus é muito fraco em nós, porque nós o fazemos assim, Maria é o caminho para nos fortalecer Ele. Maria alimentou, cuidou e educou Jesus. Deus deu essa divina missão a ela. E nós, como seus filhos adotivos, seus filhos místicos, ela continua alimentando, cuidando e educando o Cristo Místico.

“Assim como é fácil tirar quanta água se deseja de uma fonte, assim é fácil achar as graças e a salvação eterna recorrendo a Maria” (Santo Afonso de Ligório, Glórias de Maria). Maria, a fonte da Graça maior e única necessária, a fonte que gerou a água Jesus Cristo. Fonte porque recebeu de Deus, é verdade, mas é uma fonte onde podemos beber.

A venerável Soror Vilani teve uma visão que é relatada por Santo Afonso em seu livro Glórias de Maria. Encerro com este relato que faz uma analogia sobre como recebemos constantemente as graças, mas a perdemos porque não tomamos cuidado com o vaso que devemos carrega-las, nós mesmo. Porque o pecado faz rachar o vaso ou sujar a água.

“Viu esta serva do Senhor uma vez a Mãe de Deus, à semelhança de uma grande fonte, à qual muitos iam em busca de muita água de graças. Mas, o que acontecia depois? Aqueles que traziam os vasos intactos, conservavam as graças recebidas; mas os que os traziam quebrados, isto é, as almas carregadas de pecados, recebiam as graças, porém depressa as tornava a perder”. (Glórias de Maria).






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