A "Psicologia do Ficar" - Pare de Ficar



Continuando com os resumos do excelente livro “Como Encontrar Sua Alma Gêmea Sem Perder Sua Alma” do casal católico Jason e Crystalina Evert, neste post, quer resume o sétimo capítulo, será apresentada a “Psicologia do Ficar”, com as razões principais que estimulam esse comportamento, e como ela é frustrante, degradante e prejudicial para a sua vida.

Pare de Ficar


Quando vamos ao mercado e há um funcionário oferecendo amostras grátis de um alimento, cada pedaço cheira divinamente, já que estamos cercados de alimentos e não podemos comer nenhum. Você sai pensando que foi o melhor taquito que já provou. Provavelmente era banha pura, mas como nada mais havia em seu estômago, pareceu muito satisfatório. Talvez você volte para pegar mais amostras, na esperança de que a senhora do taquito não se lembre de você.
De toda forma, enchendo-se de aperitivos, você perderá o apetite para o verdadeiro alimento. Quando uma mulher envolve-se com homens casualmente sem compromisso, ela faz o mesmo em termos de amor. Quando o que ela realmente queria surgir, estará empanturrada demais para aceitá-lo.


A PSICOLOGIA DO FICAR


No livro Sex and the soul, Donna Freitas observa: Viver numa cultura de “ficantes” significa adotar um “eu não me importo” com o comportamento, em fugir vagarosamente dos padrões pessoais, do senso de si mesmo e do respeito pelos outros, até que estejam tão plenamente sublimados que quase não conseguem se lembrar o que eram inicialmente.
Se as mulheres forem ousadas o suficiente para examinar seus motivos, poderão descobrir os problemas centrais que estimulam seu comportamento. Eis as razões principais:


1. “Talvez ele vá se comprometer”. Jason: uma jovem me enviou um email dizendo: “Estive me encontrando com este homem e depois não nos vimos por alguns anos, e ficamos na outra noite. Às vezes fica um pouco afastado, mas tenho medo de perdê-lo porque é a única coisa que tenho”. Tinha tanto medo de perdê-lo que não via que de fato não o tinha, para início de conversa. Como homem, posso dizer que quando uma “ficada” conduz a algo mais é normalmente a mais “ficadas” apenas. Quantos casamentos felizes você conhece que começaram com uma menina desesperada ficando com um homem sem compromisso?

Quando uma menina entrega seu corpo como isca para atrair um namorado, ele perderá todo desejo de procurá-la. Embora atraído por ela no prazer momentâneo, ele irá ressentir-se pelo fato dela ser muito acessível. Ela não é um desafio para ele. Se você quer um homem para tratá-la com carinho, deve entender que seus beijos são raros e seu corpo é um tesouro, portanto não devem ser concedidos dessa forma. Com esta mentalidade a mulher torna-se mais sedutora. Quando respeita seu corpo, convida os homens a seguirem seu exemplo.

Esta mensagem é um desafio ao amor, não um convite a usá-la. Certamente muitos não aceitarão o desafio. Mas isso não é uma perda, pois você não quer casar-se com tais homens!

2. “Foi apenas por brincadeira”. Numa entrevista com universitários (livro Sex and the soul), sobre a cultura do ficar, uma jovem “abraçou a causa como parte normal da experiência universitária. Ela pensou que deveria gostar disso, mas na verdade a odiava. Seus colegas de classe inclinaram a cabeça em silenciosa concordância... ‘Sentimos uma pressão constante para fazer coisas que nos deixam intranquilos’”.

Quando uma menina decide ficar, ela mesma se menospreza e acaba tendo aversão por si. Não só perderá o respeito próprio como também respeitará menos os homens. Ainda que diga não sentir-se culpada, sua ausência de culpa é sinal de seu entorpecimento.

3. “Eu não quero um relacionamento sério”. Mulheres que foram magoadas e perderam o desejo de tornarem-se vulneráveis de novo não deixam de achar o amor incondicional cativante, porém o consideram irreal. Por isso ela pode manter suas expectativas baixas, a fim de não serem frustradas. Dawn Eden diz: “É o medo do desapontamento que desaponta”. No entanto, indiferença emocional não impede decepção.

Uma mulher pode assegurar que está muito ocupada para iniciar um relacionamento, e pode ser verdade. Mas se nesse meio tempo está enrolada com alguém, isso mostra que está empenhada em divorciar seu corpo de seu coração. Quando você remove o risco que advém de a vulnerabilidade, você remove também a oportunidade de ser amada. Algumas mulheres estão tão ocupadas em convencer a si mesmas que ninguém será ferido com o “rolo” que sequer percebem que ninguém é amado.

4. “Isto faz com que me sinta desejada”. Crystalina: Sendo mulher, argumentaria que a maior parte das meninas que mantêm um rolo buscam intimidade, não sexo. Frequentemente, as meninas descobrem a diferença entre essas duas coisas da maneira mais difícil. Às vezes, ficamos de tal modo hipnotizadas pela atenção que nos é dada pelos homens, que nunca vemos o que estamos fazendo a nós mesmas.

Se você fica com alguém numa festa, tenta justificar-se com o fato de que há pessoas que fazem coisa pior, comparando-se com quem não tem princípios de moral. Mas um rolo será sempre uma destituição.

5. “Sou uma pessoa verdadeiramente espontânea”. A espontaneidade é uma qualidade apreciável numa menina. No entanto, a espontaneidade pura difere muito de envolver-se sem compromisso. Certa vez, enquanto namorava o Jason, o chamei para ajudar-me numas coisas. Eu havia espalhado pétalas de rosas no carpete, havia música suave tocando e vinho espumante de sidra esperando por ele. Então o conduzi a seu restaurante favorito sem que ele esperasse por isso. Foi espontâneo – e inocente.

A maioria das meninas nunca pensou em se relacionar com homens em situações não sexuais. Quando nos decidimos por “espontaneidade” sem sentido, esquecemos a excitação de simples atos de afeição significativa.

6. “Qual é o problema?”. Quando uma mulher diz que ficar não é um grande problema, me pergunto o que é grande problema então. Seu corpo não é algo grandioso? Suas afeições? Seus beijos? O que é tão insignificante a esse respeito? O “não é um grande problema” deseja cobrir e esconder o pensamento de que, na verdade, elas deram demais de si mesmas. Mas mentir sobre isso conduz apenas a mais mentiras: toda mentira requer outra maior para encobri-la.


SAINDO JUNTOS, "FICANDO", E ESPERANDO O AMOR?



Crystalina: uma amiga estava obcecada por um rapaz que ainda gostava de sua ex-namorada. Ele ainda tinha fotos de sua ex, e as recordações serviam apenas para aumentar a ambição de minha amiga de ser sua mulher. Nesse esforço ela ficou com ele alguns dias mais tarde. E constatou que era em vão, após ver ele e a ex juntos uma semana depois. As mulheres cometem frequentemente o equívoco de confundir um “rolo” com o começo feliz de um relacionamento amoroso. Para ver a falha desse pensamento, é útil saber o que os homens pensam de mulheres que “ficam” com eles.

Um estudante avaliou (livro Sex and the soul): Se ela é atraente e usamos proteção, sinto-me bem. Mas se ela resolve passar mais tempo, pensando em tomar café comigo ou esperando carinho, me irrito e sinto-me menos positivo a respeito. Se ela não for bem apessoada ou amiga de conhecidos que sabem que tenho namorada, eu desejo ter tido mais autocontrole na noite anterior.

Uma mulher num email nos disse que se envolve com homens porque quer ser respeitada. Pensar assim é como pensar que se terá mais dinheiro rasgando uma nota em dois pedaços. Os homens não querem alimentar a esperança de uma mulher que se joga para eles. Mostrando-se desesperada, ela é menos atraente. Aquilo com que você vence um homem é o mesmo com que você irá provê-lo. Se você vence um homem com paixão, o relacionamento dura enquanto a paixão existir. Assim, seu valor sexual não deve ser o primeiro ponto de apoio.

Relacionando-se com base em “ficar”, o desapontamento é mais agudo nas mulheres: “quando você vê pessoas se beijando em filmes você suspira. Mas quando está ficando, não está suspirando”. Ficar não é prelúdio para o amor. É apenas um remendo.



O resumo do sétimo capítulo do livro continua no próximo post, quando será falado sobre como é prejudicial, psicologicamente e organicamente, se “enrolar” com alguém, o que está por trás de um envolvimento sem compromisso (“rolos”) e, por fim, como se livrar dessa prática degradante.


Cleiane Nunes



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