Admita: Não Há "Amigos com Vantagens"



“Amigo com Vantagens” é aquela pessoa com quem se relaciona sexualmente, sem compromisso, usando um ao outro. Neste post será falado mais a respeito desse tema. Poderá notar, neste resumo oitavo capítulo do livro “Como Encontrar Sua Alma Gêmea Sem Perder Sua Alma” do casal católico Jason e Crystalina Evert, o quanto é pernicioso esse tipo de relacionamento.


Admita: Não Há Amigos com Vantagens


Ser “amigo com vantagens” é similar ao ficar, sexo sem compromisso, exceto pelo fato de que uma amizade precede esse relacionamento, e os encontros físicos continuam por tempo indeterminado. O problema é que você não está sendo amigo, nem alcançando os benefícios que imaginava. Uma mulher que se envolve nesse tipo de relacionamento viola um código de galanteio que toda mulher anterior a 1960 parece ter admitido: quanto mais físico o contato com um homem antes de um relacionamento, menos provavelmente este durará – ou mesmo existirá.

Quando você se torna a “vantagem” de um homem, está dizendo: “Desejo dormir com um homem que não é meu marido. Irei até repartir os privilégios físicos de um relacionamento que devem ser preservados até o matrimônio”. Ele sabe, porém, que não é esse tipo de mulher que quer por esposa. Muitas mulheres pensam que é melhor ter algo desse tipo do que nada. Mas essas não são as únicas opções. Se você se recusa a ser usada, não é deixada como “nada”.

O essencial é que você não se defina pela ausência (ou presença) de um rapaz em sua vida. Como observou Dawn Eden: se permitir ser definida por sua solidão é um pequeno passo para violar suas mais profundas convicções.

Uma revista masculina entrevistou um jogador pedindo-lhe sua opinião sobre “amigas com vantagens”. Disse que considerava “algo entre uma namorada e uma prostituta”. Uma universitária contou: “a impressão que tenho é que não consigo a parte de ‘amigo’, mas ele consegue as ‘vantagens’”. Sabemos que intimidade sexual não comprometida é qualquer coisa, exceto íntima.


A CIÊNCIA DO SEXO


Como vimos no capítulo anterior (As Terríveis Consequências do Ficar), quando uma mulher experimenta afeição física, especialmente o sexo, seu cérebro produz a neuroquímica chamada oxitocina. As mulheres também experimentam uma onda de oxitocina no parto e na amamentação. Essa substância é também chamada “superadesivo humano”, devido a seu papel na criação de vínculos humanos.

Mas a oxitocina também compromete sua criticidade e memória. Isso provoca uma incapacidade de lembrar coisas que perturbam, como transtornos no trabalho ou características negativas de um parceiro sexual. Mas ela também ajuda com evocações positivas de boas recordações. Tudo isso é excelente no matrimônio, pois ajuda os casais a manterem-se unidos, do início ao fim, em tempos penosos. Mas fora do matrimônio é uma receita para desgraças, pois você perde sua aptidão para ver o valor de um relacionamento. Você fica cega; deixa de levar em conta os pontos negativos... até que seja muito tarde para ignorá-los.

Isso explica por que meninas insistem em relacionamentos sexuais perniciosos. Em seu livro sobre o cérebro feminino, The Female Brain, Dr. Louann recomenda não entregar-se tão rápido um homem: “se altos níveis de dopamina e oxitocina estiverem circulando, sua mente céptica está fechada”. Além disso, cuidado com o homem que parece carinhoso; você pode se apaixonar pela sensação de ser tocada em vez de apaixonar-se pela pessoa em si. Deixe seu cérebro preparar sua mente em relação a um homem antes de permitir que seja enevoado pela intimidade física.

No cérebro masculino, durante o sexo, o hormônio Vasopressina é liberado. Ele se relaciona com o aumento do sentido de responsabilidade. A mesma neuroquímica que deixa um solteiro assombrado, pelo medo da possibilidade de ser pai, conduz um marido mais profundamente em sua dedicação à esposa e família.


SEU CORPO NÃO É UMA VANTAGEM


Para ver com clareza a verdade sobre tais relacionamentos, comece evitando a poluição cerebral por coisas impuras veiculadas pela TV e revistas obscenas como Cosmopolitan e Seventeen. Mas a confusão da noção de amor no mundo vai além disso. Nossa cultura moderna concebeu diversos nomes aos que se decidem pela falta de compromisso. Alguns se consideram num “relacionamento aberto”, onde ninguém se respeita o suficiente para reconhecer traição como problema. Outros dizem estar em relacionamentos “poliamorosos” – mas se a pessoa amasse verdadeiramente um dos parceiros não sentiria necessidade dos outros.

As qualidades essenciais do amor romântico são permanência e exclusividade. A declaração de amor é de conhecimento público e o relacionamento, exclusivo. Isso explica porque você nunca vê grafites do tipo: “Bruno ama Samantha, Carol, Ana e Bia”. Se você decidiu reduzir seu corpo a uma vantagem, saiba que é o oposto do que você ambiciona. Toda história de amor tem um tema em comum: doação total de si. O amor não pode existir com menos.


APRENDENDO UMA NOVA LINGUAGEM DO AMOR


Ao dormir com um homem com quem ainda não está casada, seu corpo diz: “Sou totalmente sua”. Todavia, somente dentro do matrimônio a linguagem do sexo fala a verdade: só aí a doação do corpo acompanha a doação de si. Dessa forma, sexo sem compromisso é a inversão do amor. É um empréstimo temporário. A sexualidade pode ser pura e a intimidade sexual pode ser santificante. Seu corpo é capaz de expressar o amor Trinitário. E você não merece menos que isso.


Cleiane Nunes

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