Terríveis Consequências do "Ficar" - Pare de "Ficar"



Na primeira parte do resumo do sétimo capítulo do livro “Como Encontrar Sua Alma Gêmea Sem Perder Sua Alma” do casal católico Jason e Crystalina Evert, foi falado um pouco sobre a “Psicologia do Ficar”. Neste post será falado das terríveis consequências de “se enrolar” com alguém, do “sexo sem compromisso matrimonial” e dicas de como dar um basta nisso tudo e parar de ficar.

As Terríveis Consequências


ENROLADA EM UM "ROLO"


Relacionamentos casuais podem desencadear na mulher um ‘acréscimo biológico’, devido a reações químicas em seu cérebro. Pelo sexo, a mente humana experimenta uma onda de dopamina que recompensa o cérebro com atividade agradável. “A dopamina faz com que sintamos necessidade de repetir atos agradáveis e excitantes” (livro Hooked, de Joe McIlheney).

Além disso, a intimidade sexual induz o cérebro feminino a ser inundado com oxitocina, provocando o desejo de repetir esse contato com o mesmo homem, produzindo um vínculo sempre mais forte (Hooked). Essa neuroquímica cria uma conexão emocional na mulher. Entretanto, se ela dá início a muitos relacionamentos sexuais e logo os interrompe, ela prejudica sua capacidade de criar um relacionamento comprometido.

No cérebro de quem tem sexo casual, as ligações neurais (sinapses) que governam as decisões sobre sexo estão reforçadas em métodos que tornam mais fácil escolher ter sexo no futuro, enquanto sinapses que controlam restrição sexual estão enfraquecidas e deterioradas. Esse dano não é irreparável, mas tornar a prover os circuitos cerebrais requer tempo e empenho, em proporção à extensão do comportamento anterior. Sim, nossos desejos moldam nossas escolhas, mas por vezes são nossas escolhas que moldam nossos desejos.

Se uma mulher sente-se viciada em encontros sexuais, pode libertar-se para um tempo de abstinência com novos critérios ela verá que sua ansiedade não era por prazer, mas companheirismo. Vícios podem ser também emocionais. O prazer sexual da mulher só é maior se o centro cerebral de medo e ansiedade (amígdala) for desativado. E como uma mulher pode impedir o surgimento de angústia a respeito de ser apanhada, fecundada, usada ou infectada?

Isso explica porque o álcool é importante no sexo casual. Mas, se uma mulher faz algo que espera esquecer amanhã, é melhor que não o faça. É dito que a ruína do prazer ocorre quando se faz dele sua meta. Isso foi constatado mediante o acesso a níveis de satisfação sexual entre solteiros e casados: casais não envolvidos antes do matrimônio e fiéis no casamento estão mais satisfeitos com sua vida sexual que os que se envolveram sexualmente antes de casarem.

A intimidade sexual pode ser plenamente feliz, pois em sua essência constitui um antegozo da união eterna que experimentamos com Deus. Christopher West explica: A união apaixonada de homem e mulher significa um ícone, um sinal que aponta para além de si mesmo, para nosso destino com Deus. Mas quando perdemos o sinal da nossa união com Deus como nossa última realização, sujeitamos a esperança por uma imagem terrestre. Então o ícone se degenera em ídolo e veneramos o sexo por si mesmo.


O PREÇO DE UM "ROLO"


A culpa é para nossas almas o que o sistema nervoso é para nossos corpos. Quando alguém sofre uma queimadura de terceiro grau e a pele torna-se carbonizada, a parte final dos nervos foi destruída. A pessoa torna-se incapaz de sentir dor na região da queimadura. Analogamente, o torpor se estabelece quando a consciência se torna morta. Quando uma mulher sufoca a voz de sua consciência e afirma que seu comportamento sexual casual é inocente, ela está perdendo sua habilidade de criar um vínculo com alguém.

Quando a vocação de uma mulher para o amor é deformada pelo relacionamento sem compromisso, ela perde a capacidade e o desejo de confiar em si mesma. Para conseguir encontrar amor, as mulheres precisam admitir que são dignas de amor. Um amigo nosso começou a namorar uma linda mulher que com pouco tempo terminou o relacionamento dizendo: “Não sei como dizer isso, mas eu não namoro bons homens. Eu somente ‘fico’. Lamento.”. Ela sabia que tinha encontrado um homem genuinamente bom e entrou em pânico.

Mas ela treinou a si somente para oferecer o que um homem menos provavelmente rejeitaria: seu corpo. Essa frigidez emocional não vem da noite para o dia. É um processo que começa com um medo, normalmente de solidão. Ela baixa seus princípios em busca de amor. Então desanima ao ver que seus esforços falharão. Depois decide-se a usar homens permitindo-se ser usada, enquanto a sensação de desespero filtra-se em seu ser. Ela começa a fazer racionalizações e atinge um estado de resignação. Agora está tão acostumada com essa máscara de felicidade que pode pensar que se tornou livre.

Midrash Rabbah diz: no início o pecado é como um visitante, a seguir um hóspede, e finalmente o dono da casa. Durante seu estabelecimento, dizemos a nós que estamos livres, mas nossa liberdade diminui aos poucos, à medida em que servimos aos nossos vícios.


DESEMARANHANDO A MENTIRA


O pecado oferece sempre promessas vazias. No caso da luxúria, ela promete à mulher um senso de controle. Revistas dizem que mulheres serão mais poderosas por saberem como seduzir um homem. Mas as recomendações geralmente são sobre como agradá-lo. Se isso é tão respeitável, por que se insinua que o valor da mulher depende do quanto os homens desejam possuí-la?

Mas a segurança oferecida pela luxúria é uma miragem: se o demônio promete que um pecado oferece poder, o oposto é que é verdadeiro – pelo pecado você cairá sob seu poder e controle. Um jovem escreveu-me: “Ter sexo aumentou meu desejo. Foi como uma droga. Eu não podia me deter, mas também não estava satisfeito.” Em Boy meets girl isso é explicado: “A luxúria nunca está satisfeita. Ela apodera-se do sexo e treina seus desejos para deliciar-se na excitação do proibido, de modo que você perca sua apetência pelo que é bom.”

Se você busca poder, tente deter-se. Sarah Hinlicky diz: “Pureza é uma recusa explorar e ser explorado. Este é um real e responsável poder”.


FAZENDO AMOR OU ESCARNECENDO DELE


A castidade não diz respeito a uma mera restrição, mas à preparação para uma doação total de si. Um ficar não prepara você para o sacramento do matrimônio. Ele faz o contrário. Num relacionamento assim, a mulher treina a si mesma para evitar o que é essencial para amar. Pois o amor exige sacrifício, paciência, confiança e exclusividade. Como uma mulher que se focalizou na excitação de um relacionamento rápido pode fazer a transição para um relacionamento profundo e real?

Seus anos de solteiro são um treino para aprender o significado de sacrifício. O objetivo desse livro é ajudá-la a progredir nas virtudes que podem sustentar um amor perpétuo. Se praticar o amor sacrifical, essa habilidade chegará naturalmente a você, quando mais precisar dela.


"ROLOS" E O SENTIDO DA VIDA


Como disse alguém: “Quando um homem paga uma prostituta, não paga por sexo, mas para que ela vá embora quando isso acabar”. Num “rolo”, nem é preciso pagar por isso.

Existe em nós um desejo de encontrar a nós mesmos por meio da doação total do que somos. O ficar é um empréstimo parcial onde nenhum dos dois está satisfeito, pois o amor é negado. Se Deus é amor e fomos feitos à sua imagem, então somos imagem e semelhança do amor. A expressão do amor sexual de um homem e uma mulher tenciona refletir esse amor divino. O sexo no matrimônio é reflexo de um amor livre, pleno, fiel e fecundo. Quando os casais amam um ao outro, revelam o amor de Deus ao mundo e um ao outro.


COMO PARAR DE FICAR


Crystalina: quando estava tentando me desprender de uma vida impura, minha decisão de mudar parecia não durar. E não durou, até que optei por fazê-lo com Deus ao meu lado. Abandonar um mau hábito não é simplesmente colocar-se a salvo mediante a própria determinação. Não pense que é indigna do amor de Deus: é o peso de nossos pecados que nos dá direito à Sua insondável misericórdia. Com Ele, reflita sobre os motivos que te levaram às escolhas feitas. Foi medo de rejeição? Perca de esperança no amor? Acredita não ser digna de ser amada?

Maus hábitos, como desordens de envolvimento físico e emocional, surgem de falsas necessidades. Jeffrey Satinover explica: A sensação de uma falsa necessidade induz a uma experiência temporária de prazer, a qual esmaga a necessidade genuína que está escondendo. No entanto, a desilusão apenas aguça a verdadeira necessidade.

Se estiver tentando abandonar um comportamento só porque ele a faz sentir-se culpada, eleve seus motivos: faça-o por causa do amor. Você tem a obrigação de aprender a amar. Você tem algo a oferecer além do físico. Você não está ansiosa somente para ter um homem a seu lado, mas também para estar lá por ele. A luxúria impede isso. São Paulo nos pede para glorificara Deus com nosso corpo. Isso é mais que evitar um rolo, mas é possuir uma pureza radiante. Se errou no passado, não esqueça de olhar em direção ao futuro.


Cleiane Nunes

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