Deus Une Pessoas Que Desejam Servi-Lo e Glorificá-Lo


"Elevei-me como uma formosa oliveira nos campos, como um plátano no caminho à beira das águas. Exalo um perfume de canela e de bálsamo odorífero, um perfume como de mirra escolhida;
 como o estoraque, o gálbano, o ônix e a mirra, como a gota de incenso que cai por si própria, perfumei minha morada. Meu perfume é como o de um bálsamo sem mistura.

Estendi meus galhos como um terebinto, meus ramos são de honra e de graça. Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança,
 em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude.

Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel.
 A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos."

(Eclo 24, 19-28)


José e Maria tinham em comum um objetivo principal em suas vidas: Fazer a vontade de Deus. Tudo que eles faziam tinha como propósito atender ao que Deus deseja. Continuamente o jovem casal pede, em oração, que suas vontades sejam somente a vontade de Deus.

Não foi diferente o encontro entre José e Maria para o noivado. Certamente o casal rezava bastante para que Deus colocasse em suas vidas a pessoa correta para que pudessem cumprir a divina vontade. Maria desde pequena servia no templo e se colocava inteiramente à disposição para fazer o que Deus quer. Quando os sacerdotes decidiram que ela deveria se casar, ela obedeceu por acreditar que Deus atua por meio de seus sacerdotes. Ela aceita se casar mesmo contra a sua vontade pessoal que era se dedicar somente e exclusivamente a Deus.

Como nos mostra as Escrituras, o casamento de Nossa Senhora não atrapalhou os seus planos, a sua vontade, que era servir somente a Deus. Muito pelo contrário, tal casamento significou servir ainda mais a Deus, de forma mais direta, mais perfeita: Ela gerou o Deus Encarnado, criou, educou, alimentou, cuidou.

Um casamento, quando vivido segundo a vontade de Deus, é um reflexo do casamento eterno entre o Cordeiro de Deus e a Igreja. É um reflexo dessa união íntima e perfeita, em que o Esposo e a Esposa se unem para glorificar a Deus. Por isso é de extrema importância que coloquemos nas mãos do Altíssimo nosso destino, que nos entreguemos totalmente às suas providências, que no momento que discernirmos nossa vocação entreguemos a Deus nossas escolhas para que a nossa vontade morra e exista apenas a vontade de Deus.

Quando os sacerdotes, representantes de Deus na terra, decidiram que Maria deveria se casar, “apareceram vários pretendentes, porém a escolha foi assim: foi dado um ramo a cada um deles, e o de José floresceu miraculosamente. Assim, os sacerdotes perceberam que era um sinal de que José devia ser [o esposo de Nossa Senhora]” (Pe Luís Erlin, “9 Meses Com Maria”). Assim deveria ser também a escolha de cada um na hora de decidir com quem começar a namorar e casar. Claro que não devemos simplesmente esperar um milagre deste porte, mas Deus realiza outros milagres a quem insistentemente pede que sua vontade esteja em conformidade com a Vontade Divina e quem entrega toda a sua vida ao Altíssimo.

Deus une pessoas que desejam verdadeiramente viver para servi-Lo. Deus age, não desampara, casais que se colocam à disposição de sua divina vontade. Deus provê e sempre proverá a casais que rezam juntos e grandes problemas ou dificuldades serão resolvidos juntamente com a providência divina.

José e Maria prontamente serviam a Deus e, assim, Deus se elevou entre eles, “como uma formosa oliveira nos campos, como um plátano no caminho à beira das águas”. Inicialmente bastou a José e a Maria vontade e disposição em servir, depois as respostas positivas às graças recebidas gerou cada vez mais graças e José e Maria viveram em estado de graça constante, na presença da própria Graça Encarnada.

A graça é enviada e cresce quando correspondida, ela vive no meio do casal que não vive mais por si, mas um pelo outro, um servindo a Deus através do outro. Assim essa união do casal será uma antecipação da união definitiva entre Cristo e sua Esposa. Deus se eleva entre eles, cresce como vinha de frutos agradáveis. O casal se torna como a mãe do puro amor, do temor, da ciência e da esperança, se acha toda a graça do caminho e da verdade e contribui para que a memória de Deus dure por toda a série de séculos.





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