Imitemos Maria, Façamos o Bem Para a Glória de Deus


"Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu?

E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação?

Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer".

(São Lucas, 17)


Somos chamados a fazer o bem, a amar o próximo gratuitamente, a não esperarmos retorno algum do que fizermos, pois somos meros servos de Deus e tudo que possuímos, desde bens materiais a nossas habilidades, inteligência e virtudes, foi o Altíssimo que nos proporcionou.

Tudo que Deus nos dá é para fazermos o bem. Não há bem maior do que trabalhar para a Salvação eterna do próximo. Não podemos desejar nada mais nobre para quem amamos do que querer a santidade dos irmãos. Deus é tão bondoso que até quando contribuímos com a Salvação de alguém saímos beneficiados.

A santidade é uma transformação interior, as pessoas se tornam melhores para o mundo. Uma sociedade santa é recheada de virtudes e poucos problemas tem. Exploração, corrupção, fome, assassinatos e tantos outros males são raros em uma sociedade santa.

Infelizmente temos a nossa natureza decaída e somos levados a realizar o bem para receber algo em troca. Se nada recebemos, no nosso pensar, essa ausência de retorno soa como o recebimento de algo ruim (ingratidão) e nos indignamos, transformando a boa ação realizada em um veneno para nós mesmos. Veneno esse que mata o “santo” que estava se desenvolvendo em nós e que amoleceria cada vez mais o nosso coração, nos levando a um ciclo virtuoso de bens realizados. Ao contrário, quando matamos esse “santo”, nosso coração endurece e dá margem para o desenvolvimento do demônio do egoísmo.

Quando temos a consciência de que estamos aqui para servir a Deus através dos nossos irmãos, nada vamos querer em troca, pois não fizemos mais do que a nossa obrigação. Essa nossa fidelidade a Deus é recompensada e a melhor recompensa será aquela que receberemos no Céu. Por isso, não nos entristeçamos e, o que seria pior, não nos enfureçamos se nada recebermos aqui neste mundo em recompensa ao bem que fizemos. Nossa recompensa está muito mais segura, em um lugar onde a traça não corrói e o ladrão não rouba (cf. Mt 6, 19-20).

O ideal é nada esperar em troca do bem que fizermos. O bem que fazemos deveria ser somente por amor a Deus que merece toda a glória. Mas, já que para nós é, de ordinário, muito difícil nada querermos em troca, que ao menos desejemos como troca a glória de deus ajuntando tesouros no céu, obtendo a nossa Salvação e a de muitas outras almas. Quanto mais almas salvas, mais louvores e honras Deus receberá.

Maria, como escrava do Senhor, nada desejou em troca e pouca recompensa obteve neste mundo. Em compensação, hoje está gloriosa no céu, de corpo e alma, sendo Rainha do Céu e da terra. O único desejo de Nossa Senhora é honrar o seu Senhor, dar a Ele todos os louvores, toda a glória, o maior número de almas de almas salvas possível. Por isso que desde a Encarnação do Verbo a sua missão sempre foi salvar almas levando Jesus a elas e elas a Jesus. E é assim até hoje. E será assim sempre até a consumação dos dias.

A Santa Rainha sempre agiu para firmar os filhos de Deus na fé e consequentemente salvá-los. Desde o tempo dos apóstolos ela reúne seus filhos para alimentá-los e enviá-los em missão para salvar mais e mais almas (evangelizar). Isso permaneceu durante todos os séculos e ainda hoje permanece, como atesta tantos relatos de aparições, coletivas ou individuais, confirmadas ou não pela Igreja. Esse é o âmago de todas as mensagens que a Santíssima Virgem deixa em suas aparições.





Comentários